Já regressei à semanas mas a preguiça tem-se agarrado a mim como um cachecol quentinho e confortável numa manhã de Janeiro.
Ora é verdade voltei...que mais vos posso dizer?
Vou ser brutalmente verdadeira e honesta. Não vos vou esconder nada. Vou expor-vos os meus pensamentos mais sombrios e os medos mais ridículos.
Uns podem achar isto um espaço wannabe a "olá5", outros podem simplesmente achar que ainda não descobri o fenómeno chamado blog, mentira porque tenho na realidade dois, e outros podem ainda pensar que não tenho mais nada que fazer...o que até pode ser bem possível visto que as aulas ainda não começaram e eu ando pela casa a fazer um puzzle de 1000 peças.
Cheira-me que a menopausa começou a atacar...sou uma rapariga precoce, o que se irá fazer em relação a isso?
Ora começando sem medos lá vou eu...
À dias escrevi um texto que começa da seguinte forma:
"A vista é simplesmente soberba. Diminuia-nos, tranformava-nos em pequenas formigas perdidas no meio de toda aquela imensidão esqueçida.
Eram kilometros e kilometros senão mesmo léguas e léguas de pinheiros, de arbustos, de sol e do mais importante...de liberdade!
Senti-me tão livre e pequena.
Como era possível que um sítio tão longínquo e tão desconhecido para mim me tenha tornado tão diferente? Assim que pisei o asfalto quente da estrada senti-me outra pessoa. Pode parecer ridículo ou até mesmo parecer um cliché o que registo mas de facto nunca me tinha sentido tão livre, pequena e bem comigo pró

ria.
Não sei se é pelo facto de ter ido para lá sem expectativas e preocupações, ou por ter ido com o objectivo de esqueçer ou ainda com a missão de me divertir mas a verdade é que aconteceu o que menos esperava e que pensava não ser necessário: encontrar-me.
Estava de facto habituada à adormecida rotina, sem me aperceber que haviam coisas que nunca tinha sentido ou experimentado. Coisas banais e supérfulas que de estar tão acostumada já as via de forma indiferente.
Porém esta viagem, aliada ao poder do local onde me encontrava, puxou para mim todas estas coisas banais e esfregou-me-as na cara de forma a que eu não as ignorasse.
E sabem que mais? Foram umas excelentes férias para qual eu olho agora com uma imensa nostalgia e satisfação."
Sei o que fiz e sei quem magoei mas sei também sei o que me fizeram e quem me magoou.
Agora sim estamos em paz. Obrigado.